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Por Magalhães e Silva|13.08.17
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A ideia de que a função traz virtude é completamente absurda. E, todavia, há, pelo menos, duas classes profissionais que se julgam, pela função que exercem, investidas em integridade e clarividência – os magistrados judiciais e os jornalistas. Como se na profissão não se manifestassem as virtudes e os defeitos da generalidade das pessoas. Como se não houvesse magistrados judiciais e jornalistas, por mais que se pretendam incólumes, tão corruptos e tão dispostos a todos os vícios como tantos dos nossos concidadãos.

Acontece que, décadas a fio, não se notou que também os magistrados judiciais podiam não ser gente de virtude. Até que apareceram os Di Pietro e a vertigem da perseguição criminal de gente de poder e agora…Oeiras.

Eu não sei se o juiz Nuno Tomás Cardoso, que rejeitou a candidatura de Isaltino Morais a Oeiras, é ou não um homem sério. Não vai é conseguir justificar perante ninguém que, tendo relações de grande proximidade com outro candidato à Câmara, não se tenha, de imediato, declarado impedido e, pior, tenha decidido, a favor deste candidato, em sentido oposto ao que, há quatro anos, fizera quando era ele que estava em causa.

É, no mínimo, a mulher de César.

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