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Por João Pereira Coutinho|15.09.17
Jogos em dia de autárquicas? O Governo não gostou da coincidência. E já promete legislação à medida para proibir, em eleições futuras, que o rebanho seja tentado pela alegria das chuteiras.

O caso despertou gargalhadas infindas: os portugueses não são crianças, disse a oposição; e os comentadores acrescentaram que o ranço iliberal do PS não tem limites nem decoro.

Certo, tudo certo. Mas, se me permitem uma ligeira variação, o problema não está na existência de jogos. Está, obviamente, em dois jogos específicos (o Sporting-FC Porto e até o Marítimo-Benfica) que prometem dominar as televisões, roubando a António Costa as luzes da consagração eleitoral. Para quê ganhar se ninguém está a ver? O Governo sabe que o futebol deixa qualquer político em fora de jogo.

Proibir a bola não é uma forma de combater a abstenção nas urnas. É um expediente autoritário para evitar a abstenção das televisões.

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