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Há uns tempos, apareceu na baixa lisboeta um grafito que anunciava o seguinte: “Camões, o totó do imperialism [sic] colonial esclavagista.”
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Por Francisco José Viegas|09.10.17
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Há uns tempos, apareceu na baixa lisboeta um grafito que anunciava o seguinte: "Camões, o totó do imperialism [sic] colonial esclavagista." A acompanhar a frase, uma suástica. Agora, vieram os protestos (organizados por uma associação intitulada Descolonizando) contra a colocação de uma estátua do padre António Vieira no Largo Trindade Coelho, também em Lisboa – por parte, diz a ficha, de "investigadores, professores, artistas e activistas de diversas nacionalidades". Trata-se da tendência, importada – e sem tradução – dos EUA e de Inglaterra sobretudo, e que visa limpar o passado dos sinais do passado, sobretudo dos seus autores. É claro que, tanto no caso de Camões como no de Vieira (considerado estupidamente um "esclavagista  seletivo") – como no de Diogo do Couto ou Fernão Mendes Pinto, para abreviar, mas a lista pode estender-se – não interessa aos justiceiros estudá-los ou situá-los no seu tempo, mas arrematar uma bandeira e colar-lhes o labéu de criminosos. Eça era um machista, Camilo um miguelista e, se não me engano, a Língua Portuguesa um trapo fascista. Vamos para bingo.

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Citação do dia:
"A regra mostra novas gerações incapazes e indolentes", Octávio Ribeiro, ontem, no CM

Sugestão do dia: Le Carré
É já esta semana que sai ‘Legado de Espiões’, de John Le Carré (D. Quixote) – uma história de George Smiley (a de ‘O Espião Saído do Frio’) narrada por um dos seus discípulos, Peter Guillam.

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