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Missão impossível

Bruno Figueiredo

Missão impossível

Capacidade de resposta da ASAE começa a falhar.
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Por Bruno Figueiredo|13.11.17
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Consta do Relatório Anual de Segurança Privada que, durante o ano de 2016, a ASAE terá reduzido em um terço o número de inspeções a estabelecimentos de diversão noturna.

O mesmo relatório diz-nos que, nas 25 inspeções realizadas pela ASAE, em 5 delas foram detetadas armas ilegais.

A análise destes números revela-nos duas realidades: a primeira, que a ASAE está a ficar sem capacidade de intervenção, reflexo do seu reduzido quadro de pessoal e do alargado leque de competências que lhe estão acometidas; a segunda, que o setor da diversão noturna é problemático e que a fiscalização tem que ser uma prioridade.

A reforçar esta realidade dos números, verifica-se, ao nível dos Núcleos de Instrução Processual da ASAE, que continuam a chegar inúmeros processos de contraordenação, instaurados por diferentes forças policiais, em que são visados esses estabelecimentos noturnos. Também aí, a capacidade de resposta da ASAE começa a falhar.

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