Sub-categorias

Notícia

Por Francisco José Viegas|05.12.17
  • partilhe
  • 0
  • 0
Gershom Scholem nasceu há exatamente 120 anos em Berlim (a 5 de dezembro de 1897), e morreu em Jerusalém em 1984 – na ocasião coube ao filósofo Jürgen Habermas fazer o seu elogio fúnebre: a descrição de um sábio, um leitor impenitente (lia alemão e inglês, hebraico, grego, latim e aramaico), um homem rigorosamente do seu tempo (amigo de Walter Benjamin e de Leo Strauss) que foi ao passado buscar as raízes do mais radical dos misticismos, a cabala judaica.

Um dos seus irmãos era de direita, outro era comunista – Gershom foi um místico dedicado à história do judaísmo, ao estudo da relação entre o finito e o infinito, entre o mortal e o imortal, e a estabelecer o edifício de uma nova religiosidade que existe para lá da ortodoxia.

Jorge Luis Borges, que foi um seu leitor dedicado, recebeu a sua inspiração, tal como George Steiner, Umberto Eco ou Derrida reconheceram o seu génio e a sua influência como um génio da imaginação. Susan Sontag falava da sua capacidade para detetar a tristeza (que ele tanto via em Benjamin), um dos sinais do século XX. Sim, os seus livros estão esgotados.

Citação do dia
"A democracia criou classe empresarial protegida, que só a crise ameaçou"
Luciano Amaral ontem, no CM

Sugestão do dia

SADE EM PORTUGAL
Absolutamente imprescindível, ‘Portugal em Sade / Sade em Portugal’, de Aníbal Fernandes e Pedro Piedade Marques (Montag) faz a história da edição escandalosa de ‘A Filosofia na Alcova’ (1966).

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!

Subscrever newsletter

newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)