Sub-categorias

Notícia

Por Francisco José Viegas|06.12.17
  • partilhe
  • 0
  • 0
Tenho uma morigerada simpatia por Mário Centeno. Aliás, tirando certa espécie de indivíduos (que vegetam entre a intriga no partido, a chefia de uma secretaria e a subida na atenção dos chefes, sempre com ar hirsuto), tenho simpatia por quem se atreve a servir num governo, espatifando a sua vida em nome da chamada pátria.

Portanto, não percebo a vantagem de presidir ao Eurogrupo tirando a de ser português e de desmentir Marques Mendes. Em primeiro lugar, trata-se de substituir um socialista por outro (embora o PS tenha vendido a ida de Centeno como uma espécie de revolução dos povos, Dijsselbloem é socialista), abençoado pelos ocupantes de Berlim e Bruxelas (como Merkel), esses fascistas a quem Centeno vai explicar o que são cativações.

Depois, toda a irrelevância de que o Eurogrupo foi acusado pelos socialistas locais não deixará de manter-se, a menos que mordam a língua (o que fazem com frequência) - sim, foi a maldosa Europa "que não é séria" a escolher Centeno, incluindo Dijsselbloem, que foi um bom presidente, e a quem há de convidar para uns copos. Pagando, claro.

ANTROPOLOGIA VIVA
Em 'Muitas Coisas e um Pássaro' (Sextante), o antropólogo Joaquim Pais de Brito narra momentos do seu trabalho de décadas: é um diálogo apaixonante com o silêncio, os objetos, os livros e a paisagem. E as pessoas.
Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!

Subscrever newsletter

newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)