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Por Francisco José Viegas|08.12.17
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Há dois dias, logo na primeira página do ‘El País’ esta vibrante declaração de Marcelo Rebelo de Sousa: "Somos os nórdicos do século XXI." As palavras do PR acompanhavam uma peça sobre os êxitos internacionais da diplomacia portuguesa – da eleição de Guterres à escolha de Centeno. Sermos os nórdicos do século XXI é coisa que me seduz: gente discreta, criadora de riqueza, liberal nos costumes, liberal na economia mas protegendo os cidadãos e os seus direitos sociais, respeitadora das leis, rigorosa, poupadinha (bom, ligeiramente sovina), com um amor severo pela natureza e pela paisagem, capaz de mobilizar recursos tendo em vista o "interesse nacional" – tudo isso me agrada.

Mas o PR insistia, afinal, na capacidade de mediar conflitos, de estabelecer pontes entre opiniões diferentes, com flexibilidade e tolerância, o que já não é mau. Ainda no ‘El País’, mas no dia anterior, menção ao facto de os agricultores portugueses serem os mais velhos da Europa; um dia depois, um retrato da deprimida freguesia de Rabo de Peixe, nos Açores: "No hay recursos, pero, bueno, hay wi-fi."

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