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Por José Manuel Silva|01.12.16
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A proposta que visa permitir que trabalhadores do setor público continuem a trabalhar após os 70 anos é um perigoso absurdo. Entre outros efeitos perversos, retiraria emprego aos mais novos, que precisamos de fixar no país!

Dizem-me que esta medida tem ‘nomes’ destinatários. Não me admira... Todos conhecemos exemplos de pessoas que iriam continuar ‘chefes’ até aos 90 anos, caso os deixassem, asfixiando as respetivas instituições... Em que idade iria estabelecer-se o limite?

As aptidões cognitivas e intelectuais atingem o máximo pelos 30 anos e estabilizam até aos 50-60, diminuindo a partir daí, num processo de envelhecimento, associado a alterações estruturais do cérebro, que acelera depois dos 70 anos.

Há que saber preparar a renovação de gerações. Em relação à reforma, há que saber aproveitar construtivamente a imensa experiência dos mais velhos, mas não procurar formas ínvias de obstruir o caminho à saudável e necessária evolução e renovação geracional e do conhecimento.

Em eleições por voto secreto, o povo elege os mais aptos. O setor privado pode selecionar as pessoas de exceção. No setor público, os cargos de chefia ficariam entranhados de naftalina... Nem pensar!
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