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A feroz bÁctéria

Alexandre Pais

A feroz bÁctéria

Figuras da Medicina unem-se ao deixa andar jornalístico.
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Por Alexandre Pais|11.11.17
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Ninguém está livre da asneira: escreva-se ou fale-se, há sempre uma fresta por onde entra o erro. Nas televisões, porque a visibilidade é maior, a ignorância e a falta de rigor abundam. E ainda esta semana, um desses plumitivos transformados pela ordem caceteira em 'diretores de comunicação' surgiu, com recorte doutoral, a utilizar um termo inexistente: a 'catrefada'.

Mas o mais preocupante é que já nem pivôs de telejornal escapam - há dias, um recuperou a celerada 'rÚbrica' - e são mesmo eles, pela montra em que dão exemplo, quem passa aos novos jornalistas, e a outras figuras com responsabilidades culturais, as licenças para asneirar.

Desde segunda-feira que vivemos sob o martírio. De manhã à noite, em reportagens gravadas, em diretos e nos estúdios, figuras da medicina - incluindo a nova diretora-geral da Saúde! - colaboram ativamente no deixa andar jornalístico. Todos unidos, mais não pretendem do que consagrar, através da repetição, o uso da feroz 'bÁctéria', matando em definitivo a bactéria correta.

Bem pode o Ciberdúvidas, ciberduvidas.iscte-iul.pt - sonho do jornalista José Mário Costa - explicar o que está certo ou errado. Não vale a pena, além de mortal, esta 'bÁctéria' é indestrutível.
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