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Por Francisco J. Gonçalves|13.09.17
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O racismo é uma ferida aberta nos EUA. A Guerra da Secessão derrotou o sul racista, mas não derrotou o racismo. O KKK e o neonazismo são só o rosto violento de um fenómeno bem mais alargado, que faz com que ainda hoje os negros ganhem em média cerca de metade dos brancos. Barack Obama chegou e partiu e nada mudou. As estatísticas revelam que em 2016 a polícia voltou a matar muito mais negros do que brancos.

Foi essa mesma violência policial que há 50 anos, a 23 de julho de 1967, originou cinco dias de guerra civil em Detroit. Um dos acontecimentos marcantes desses dias é contado no filme ‘Detroit’, que agora estreia nas salas portuguesas.

Serve o filme para nos lembrar que os tumultos de Ferguson, de agosto de 2014, e os de agosto passado em Charlottesville são o espelho recente do que há muito divide os EUA, e alertam-nos para o novo alento que Donald Trump veio dar ao lado mais brutal do racismo americano.

Por tudo isto, mais do que um retrato histórico, ‘Detroit’ é um alerta sobre o que os muros de Trump podem trazer e recorda-nos que o verdadeiro muro que divide a América não tem dimensão física, pois vive no coração do país. 

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