Sub-categorias

Notícia

A guilhotina francesa

Fernanda Cachão

A guilhotina francesa

A França vive hoje com o detetor de metal chegado à roupa e é isso que irá orientar o voto em 2017, mais do que a cor do candidato às urnas.
  • 0
  • 1
Por Fernanda Cachão|29.11.16
  • partilhe
  • 1
  • 0
Com a esquerda a "cair como uma fruta podre", por causa da crise económica e dos atentados - como escrevia um jornal francês -, resta ao País um mal menor.

François Fillon, o antigo primeiro-ministro de Sarkozy, surge nas sondagens como o mais bem colocado para derrotar a líder da extrema-direita em 2017 - se é que depois das vitórias do Brexit e de Trump ainda se pode confiar em sondagens.

Fillon, que se apresenta como um "liberal social" admirador de Thatcher, sem que nisso veja qualquer contradição, cavalga o discurso da defesa dos valores franceses e da família porque "as crianças precisam de sentir orgulho da sua nacionalidade".

E é este discurso, bem como as suas promessas de adoção de políticas pouco flexíveis para com os imigrantes muçulmanos, que colhe apoio na extrema-direita tradicional da grande filha de Le Pen.

A França vive hoje com o detetor de metal chegado à roupa e é isso que irá orientar o voto em 2017, mais do que a cor do candidato às urnas. Em França, como em qualquer país ocidental sob a guilhotina dos fundamentalistas islâmicos. E sob essa perspetiva, eles já ganharam.
Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!

Subscrever newsletter

newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)