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A Irmandade

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Até podem ser pessoas que nunca brincaram em pequeninos, só que a brincadeira é levada muito a sério
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06.01.12
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A Irmandade

Em miúda, tive alguns clubes secretos. Os ‘Camisolas Grenat’ (facilmente identificáveis) reuniam-se com palavra-passe de entrada, juramentos de sangue e tesouros escondidos, defendidos a espada, fisga ou a punho e pontapé. Foi muito divertido e salutar, mas este gosto pelo secreto e rituais tem uma fase própria na vida, de crescimento, infantil, e deve ficar por aí.

A menos que não se viva numa Democracia e que a Liberdade de expressão, associação ou reunião seja proibida. Em Democracia, não faz sentido haver sociedades secretas como a Maçonaria. Os maçons até podem ser pessoas que não brincaram em pequeninos, só que a brincadeira é levada muito a sério e mistura-se com o mundo real. Dão-se muito bem na vida, de uma forma geral. Não sei se é apenas coincidência ou se tem a ver com a fraternidade que os une e os faz ajudarem--se mutuamente nas áreas a que cada um se dedica cá fora – na Sociedade que a Maçonaria quer "mais livre, mais justa e igualitária", mas com hierarquias, graus e com dever de obediência, tal como a Irmandade funciona em secretismo. Imagine que um juiz maçon tem para julgar um arguido maçon de um grau superior.

Pede escusa? Alguma vez aconteceu? Sabe-se quem são os juízes maçons? E é compatível a independência da magistratura com esta lógica de obediência maçónica? Isto estende-se a toda a área da Justiça e a quem ocupa lugares públicos ou relevantes. Imagine um ministro maçon decidir sobre uma Parceria PP com um empresário maçon de grau superior... É estranho que quem quer o "desenvolvimento espiritual do homem" faça disso um segredo, porque é enternecedor saber que isso junta Miguel Relvas, Jorge Coelho, Abel Pinheiro, Isaltino Morais, Emídio Rangel, Rui Gomes da Silva, Almeida Ribeiro (ex-espião e assessor de Sócrates), Heitor Roma (ex-espião), António Vitorino, Henrique Monteiro (‘Expresso’), Armando Vara... alguns são maçons dessa grande loja Universalis que reúne empresários, políticos e, como na Mozart, ex-Secretas. Com tão altos desígnios, vamos dar-lhes a Luz que procuram e fazê-los declarar, como interesse, a sua dedicação maçónica. Talvez assim se livrem da fama de que a Maçonaria serve para ter poder, muito poder e dinheiro... e dar-se bem na vida!

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