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A política feita espectáculo de TV

Eduardo Cintra Torres

A política feita espectáculo de TV

Nero tocava lira no Coliseu de Roma. Na Idade Média combatiam em torneios. Em 2000 anos, passámos da lira ao karaoke e do cavalo ao helicóptero.
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Por Eduardo Cintra Torres|11.08.17
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Olaré! O presidente Macron não fez tropa mas anda em busca do tempo perdido: não é que desceu fardadinho dum helicóptero para um submarino? Em França já não estão a achar piada à sua "política de comunicação". Isto ao fim de três meses de presidência.





























Os excessos de propaganda de Macron estão a queimá-lo junto da opinião pública e da publicada. Por cá, ainda temos media em paixão assolapada pela "política de comunicação" do governo, que pode inventar e esconder sem escrutínio dos cegos por amor.






















O presidente ditador no Turcomenistão participa em programas de cantigas e karaoke e faz na TV provas de tiro acertando sempre no alvo. E Putin lá vai mostrando os abdominais nas férias siberianas. Ai se Marcelo e Costa vêem… Não lhes dêem mais ideias!





























O PCP lavrou protesto por uma produtora usar estagiários sem salário na feitura duma série para a RTP2. Proponho ao PCP que lavre protesto contra o PCP por usar precários, sem lhes pagar, na ‘Festa do Avante!’, que é uma iniciativa com fins lucrativos.

























Um país a discutir um par de mamas? Eis a nossa santa terrinha. Um descuido na realização dum directo no futebol, mostrando o peito duma orgulhosa adepta, sem lhe mostrar a cara (foi esse o problema) e eis que o país se prepara para a guerra civil!





























Conheço o realizador Ricardo Espírito Santo e o seu trabalho e sei que diz a verdade: foi um erro involuntário, pelo qual pediu desculpas. O directo é assim, tem erros, como qualquer um de nós os faz a falar, a escrever, a trabalhar ou a andar na rua.   

TENDÊNCIAS 
Tempo
O actor António Capelo, que chefiava a equipa de agentes viajando ao passado em ‘Ministério do Tempo’ (RTP1) abandonou o projecto. Não lhe pagavam. Oh!, nem ele nem os outros actores poderão voltar ao longínquo passado de 2016, quando integraram a série! Não poderão voltar atrás e assinar contratos com garantia bancária para receberem o que se comprometeram pagar-lhes! Ó tempo, volta para trás! 

Estado
São Tomé e Príncipe tem 179 mil habitantes, dos quais 86 mil com mais de 20 anos. O governo do pequeno país insular resolveu agora transformar a rádio e TV em empresa pública. Terá mais de 160 funcionários, isto é, dois por cada mil cidadãos adultos. Dá para ver a importância da comunicação para os Estados e dá para ver o peso do Estado numa economia com pouca iniciativa. 
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