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Por Armando Esteves Pereira|27.11.16
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A julgar pelas estatísticas de crédito e da loucura da mais recente importação de hábitos de consumo, a chamada Black Friday, as famílias portuguesas, pelo menos as que têm dinheiro ou capacidade de crédito voltaram a gastar.

O Governo, que devolveu salários aos funcionários públicos e eliminou cortes nas pensões, além de subir o salário mínimo deu uma ajuda importante para este clima de dinamização da procura interna.

Há um facto curioso: o consumo de bens não duradouros está a crescer a um ritmo muito superior ao dos bens duradouros. Ou seja, as famílias gastam, mas a maioria não faz muitos investimentos para o futuro.

Obviamente esta animação da procura interna traduz-se na criação de mais emprego. Mas também há o outro lado da moeda: grande parte dos bens adquiridos são importados, o que significa que as famílias portuguesas estão a alimentar novamente uma ameaça de desequilíbrio das contas externas. Ainda para mais a crédito. Ou seja há o perigo de voltarmos ao tempo do pré-resgate.

Construção explode
O ex-presidente da Soares da Costa disse uma frase lapidar: "Se as construtoras explodirem, explodem nas mãos dos bancos". Tem razão. E logo a Soares da Costa Investimentos anunciou que não vai pagar 20 milhões ao BCP.

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