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A soprar no vento

Leonardo Ralha

A soprar no vento

O romance perdeu a primazia, para mal de Philip Roth e Cormac McCarthy.
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Por Leonardo Ralha|16.10.16
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Ninguém minimamente atento pode dizer que a atribuição do Nobel da Literatura a Bob Dylan foi uma surpresa. O trovador norte-americano, autor de letras de músicas que marcaram gerações, era há muito um dos suspeitos do costume, aguardando-se o momento em que a Academia Sueca deixasse claro que os tempos estão a mudar.

Assim parecera no ano passado, quando o Nobel coube à jornalista bielorrussa Svetlana Alexievich, recompensando o arrepiante ‘Vozes de Chernobyl’, ou em 2013, com a opção pela autora de histórias curtas Alice Munro.

Galardoar um escritor de canções – memorizadas por muito mais pessoas do que as prosas de Vargas Llosa, García Márquez e Coetzee - é realçar que o romance perdeu de vez a primazia, para mal de compatriotas de Dylan como Philip Roth e Cormac McCarthy.

O último Nobel da Literatura dos EUA fora Toni Morrison, em 1993. O próximo da ‘quota americana’ ainda chegará a tempo dos dois octogenários? A resposta, meus amigos, está a soprar no vento.

Memória perdida
António Lobo Antunes escreveu ‘Para aquela que está Sentada no Escuro à Minha Espera’ (D. Quixote), sobre uma atriz que está a perder a memória.
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