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Ai a dívida, a dívida!

Assunção Cristas

Ai a dívida, a dívida!

Que acontecerá quando os juros aumentarem fruto da mudança de política do BCE?
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Por Assunção Cristas|01.12.16
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A dívida portuguesa está muito alta! De acordo com a previsão do Governo deveria estar em 124% do PIB, mas afinal está em 133%, quando no tempo do Governo anterior já tinha estado mais baixa. Os cofres "estão cheios", provavelmente para acautelar não só a capitalização da CGD, mas também algumas medidas arriscadas das opções políticas do Governo. O "ministério da dívida" é o que leva a fatia maior do orçamento português.

As esquerdas radicais do PCP e do BE dizem: corte-se na dívida, ou seja, não se pague aos credores. A estes sinais, a tendência é para os juros aumentarem ainda mais. Esta semana, o Ministro das Finanças, numa entrevista a um jornal estrangeiro, veio defender um corte na dívida grega. Será um antecedente para amanhã defender o corte da dívida portuguesa, ao lado do PCP e do BE?

Hoje Portugal tem uma conjuntura externa favorável (UE a crescer, nomeadamente Espanha, nosso principal parceiro económico, juros baixos e preço do petróleo baixo) e deveria estar a reembolsar dívida, desde logo a dívida ao FMI, que tem juros caros. Pelo contrário, está a amortizar dívida a um ritmo inferior ao previsto, penalizando com isso os portugueses, que todos os anos pagam muitos milhões de euros a mais em juros.

O Governo não está a acautelar o nosso futuro. Desde janeiro que os juros da dívida portuguesa têm vindo a aumentar, ao contrário do que acontece com os outros países europeus. O que acontecerá quando os juros aumentarem naturalmente fruto da mudança de política do BCE?

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