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Ao jeito de Costa

Luís Campos Ferreira

Ao jeito de Costa

A palavra dada pelo Governo na 6.ª feira foi diferente da palavra dada na 2.ª feira seguinte.
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Por Luís Campos Ferreira|07.12.17
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De uma coisa ninguém se pode queixar: António Costa diz ao que vem e vem para se manter no poder. Essa é a sua agenda, cristalina e transparente. Esse tem sido o principal traço da sua governação, desde o primeiro momento em que engendrou uma vitória com a soma dos vários derrotados.

Esse é o seu jeito particular: a cada circunstância, vai para o lado que lhe dá mais jeito – o que não é, necessariamente, o lado que dá mais jeito ao País. Veja-se o que se passou com a nova taxa que o BE queria para o sector das energias renováveis.

A palavra dada pelo governo numa sexta-feira (que sim, que haveria uma nova taxa) passou a ser diferente da palavra dada na segunda-feira seguinte (que afinal não haveria taxa alguma).

O que podia parecer uma traição ou ligeireza do governo é, sob este ponto de vista, uma demonstração de firmeza e de fidelidade do primeiro-ministro: António Costa é fiel ao seu objectivo e agarra-se ao poder com toda a força que tem. Só isso explica a sucessão de trocas e baldrocas, piruetas e flic-flacs à retaguarda, como se nada fosse.

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