Aplicação dos talentos

Aplicação dos talentos

A propósito da proposta de revisão constitucional que a direcção do PSD entendeu apresentar aos portugueses neste Verão de 2010, o senhor primeiro-ministro e seus acólitos, desde o ministro da Presidência até ao seu líder parlamentar, passando por toda uma plêiade de governantes, parlamentares e dirigentes, mostraram, entre outras, duas qualidades: coragem e imaginação.
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17.09.10
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Aplicação dos talentos

Coragem, porque aproveitaram as óbvias deficiências comunicacionais da máquina laranja para se oporem com denodo a propostas nunca feitas, independentemente dos juízos que qualquer criatura com um módico de inteligência e independência pudesse fazer sobre o seu amor à verdade. Imaginação, porque viram na proposta de revisão o enunciar de medidas inimagináveis pelo radicalismo que encerravam, como o fim do acesso tendencialmente gratuito de todos à educação e à saúde. Num dos países da Europa onde, de há muito, a população despende uma das maiores percentagens de rendimento no acesso à saúde, imaginar um status quo de acesso gratuito implica a imaginação de um Salgari ou de um Verne.

Mas são boas notícias, por muito que tenham desagradado à direcção do PSD. De facto, se o senhor primeiro--ministro ousar repetir a dose de coragem que revelou e uma parte da imaginação que exibiu conseguirá fazer aquilo que os portugueses dele esperam: uma proposta de orçamento sem aumentos de impostos, explícitos ou implícitos.

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