Aposta no estudo

João Vaz

Aposta no estudo

É uma promessa com barbas. O crédito aos estudantes para se autofinanciarem enquanto fazem cursos superiores ou similares estava previsto desde 1997 e já constava da lei do financiamento universitário de 2003. Porém, não havia meios de se concretizar. Num recente inquérito na Universidade do Minho perguntou-se aos alunos como pagavam os estudos e nenhum referiu o crédito. O financiamento está sempre à conta dos pais e família.
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Por João Vaz|24.08.07
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Aposta no estudo
Espera-se que a situação mude. Este crédito já é comum nos países mais avançados. O Estado não pode limitar-se às pensões, reformas, complementos para idosos e subsídios a carenciados. Nada disto é sustentável sem pensar no futuro. Na formação, no estudo, no incentivo a ganhar a vida com o êxito profissional.
É péssimo que logo viesse à baila o aumento de propinas. Primeiro, porque, embora na sociedade de mercado o que é gratuito pareça não ter valor, um dos investimentos mais rentáveis é dar mais educação por menos custo. Segundo, pelo que a porta-voz de uma instituição financeira do Estado expendeu sobre a matéria. Uma lástima. Confirmou-se, sobretudo, que o espírito do negócio é nefasto em políticas educativas.
Enfim, um alerta: a regulação da lei tem de ser eficaz e corajosa. Não pode ser outra medida no género dos incentivos aos jovens agricultores que, no início dos anos 90, deram indirectamente um Renault 5 a cada subsidiado, mas de nada serviram para a agricultura.
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