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Por Armando Esteves Pereira|16.10.16
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O primeiro-ministro e o ministro das Finanças disseram que o novo Orçamento do Estado é feito de escolhas. Isso é verdade, o Governo decide devolver mais rendimentos através do IRS e das pensões. Mas já não é verdade quando garantem que as famílias vão pagar menos impostos.

A própria previsão governamental aponta para mais arrecadação de receita e quem paga, de uma forma ou de outra, são as famílias. Não pagam mais no rendimento, pagam indiretamente nos produtos que consomem, desde os automóveis que compram aos refrigerantes. E se forem fumadores, caçadores (que vão pagar taxa de balas), e consumirem bebidas alcoólicas, o aumento da carga fiscal é mais significativo.

Como os impostos indiretos são sentidos com anestesia, o governo consegue fazer um verdadeiro truque de grande prestidigitador, dando ideia que vai distribuir mais dinheiro pelo bolso das famílias. A política também é arte de gerir expectativas e este Governo é bem mais hábil, do ponto de vista eleitoral, do que o executivo anterior.

Escolha política
A exclusão do aumento extraordinário de 10 euros a partir agosto dos detentores de pensões sociais e rurais, que tiveram aumento com Passos Coelho, é uma escolha política da ‘geringonça’.
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