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Assassinatos

Francisco Moita Flores

Assassinatos

O que se passou em Aguiar da Beira não está dentro dos limites da nossa compreensão.
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Por Francisco Moita Flores|16.10.16
Todas as semanas somos confrontados com notícias sobre homicídios. A maioria tem uma história de anos de encontros e desencontros que culminam na expropriação da vida de alguém pela outra parte. E qualquer morte precisa de explicação. Morrer não faz parte do futuro, embora seja a única certeza que o habita.

Perante este facto único, pessoal e intransmissível reagimos com grande desejo de imortalidade. Mas todos os dias acontece e temos de saber a razão desse definhamento para afastarmo-nos, ainda que inconscientemente.

Durante séculos aceitámos socialmente a morte como acto punitivo. As justiças privadas, vindas do fundo dos tempos, socializaram o homicídio que travava a violação de valores fundamentais para a sobrevivência do grupo.

Matar para lavar a honra, para defender a propriedade, pela loucura do álcool, encerrava desculpas, legitimava comportamentos assassinos. Na construção dos Estados modernos, que procuravam exercer o monopólio da violência, aceitaram a pena de morte como punição razoável que recuperava a ancestral ideia de quem com ferro mata, com ferro morre.

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