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Carta ao afilhado Tomás

José Diogo Quintela

Carta ao afilhado Tomás

Descobri-o no dia em que a minha mulher encontrou aparas das minhas unhas na sua almofada.
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Por José Diogo Quintela|15.07.17
Meu querido Tutu, hoje contrais matrimónio. Escolheste-me para teu padrinho, o que me confere uma responsabilidade acrescida àquela que a amizade por norma impõe.

Habitualmente, essa responsabilidade cingir-se-ia ao papel de cabide humano que transportará as sete camisas sobresselentes que vais ensopar ao longo da cerimónia. Contudo, desta feita sinto o dever de ir um pouco mais além.

Não és o meu primeiro afilhado de casamento (o que não abona a favor do teu discernimento, és como aqueles clubes que insistem em contratar o Balotelli), mas és o primeiro que tenho desde que vi as fotos do casamento de António Costa e descobri que o seu padrinho era Diogo Lacerda Machado. Chocou-me que um homem que ganha a vida a dar bons conselhos tenha deixado o seu afilhado casar naqueles preparos.

Desde então, a minha postura enquanto padrinho alterou-se. Não posso, em consciência, calar a voz de algum traquejo que te pode auxiliar na etapa agora iniciada. Tenho, por isso, a obrigação de me dirigir publicamente a um afilhado, para transmitir algumas das lições que o casamento já me deu.

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