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Concurso vira Lisboa do avesso

Miguel Alexandre Ganhão

Concurso vira Lisboa do avesso

O concurso para o mobiliário urbano em Lisboa está engatado e sem vencedor.
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Há um concurso público que está a virar Lisboa do avesso. Não é para menos: vale mais de 100 milhões de euros, dura 15 anos e pode definir o perfil arquitetónico da cidade. Trata-se da atribuição da publicidade em 'outdoors' e mobiliário urbano (paragens de autocarro, grandes ecrãs, caixotes do lixo), que ocorreu em maio, mas cujo desfecho ainda é incerto. As empresas concorrentes têm envolvidos ex-políticos e socorrem-se furiosamente do 'lobby'.

Do lado da Câmara, a palavra de ordem é afastar o processo para os tribunais. Aliás, o próprio júri do concurso, depois de previamente ter declarado vencedora uma empresa constituída seis dias antes do encerramento do concurso, pediu agora um parecer à Sérvulo Correia & Associados de modo a ter garantias de que nada foi feito irregularmente.

Existem vários problemas: um fundo de investimento que quer vender uma empresa cujo único ativo será a vitória neste concurso; uma multinacional que nega qualquer intenção de compra da empresa vencedora; e vários escritórios de advogados que olham para um bolo de 100 milhões com enorme tentação.

No meio disto tudo está Fernando Medina. O homem que quer mudar a arquitetura urbana da cidade. Quer paragens com mais conforto, caixotes do lixo bem desenhados e uma cidade com acesso à internet. Para que o sonho se torne realidade, é preciso decidir quem é o vencedor. Uma questão que pode demorar vários anos. E o cidadão que apanhe chuva e vento enquanto espera pelo 67.

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