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Por Francisco J. Gonçalves|04.12.17
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Os seres humanos parecem votados à extinção a prazo, tal não é o empenho que colocam em fazer guerras uns contra os outros, seja por ódio, medo ou cobiça.

Mas os entendidos lembram-nos que há um fator muitas vezes ignorado que ajuda a perceber muita coisa: a geografia.

Veja-se o caso da Coreia do Norte. O país, um dos menos democráticos do Mundo, está à beira de causar uma guerra de consequências imprevisíveis com a 'prestimosa' colaboração de Donald Trump. Mas os fatores de tensão, exacerbados pela loucura de dois líderes, explicam-se pela herança histórica da divisão do país, cortado ao meio após a derrota do Japão, em 1945, no chamado Paralelo 38, zona que não oferece qualquer barreira natural de proteção a nenhum dos lados.

O facto de o Norte, herdeiro da fação comunista da Guerra Fria, ser apoiado pela China, e o Sul democrático pelos EUA faz da península coreana um palco global que a condena a não mais ser reunificada. É que a China precisa de uma zona tampão que mantenha longe os americanos e o Japão e os aliados EUA não querem a ameaça norte-coreana (e a chinesa) alargada ao sul da península.
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