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Por João Pereira Coutinho|15.07.17
Estou no café quando sai a notícia: morreu o homem mais rico de Portugal. Ao meu lado, um matarruano comenta com o dono:‘Tanto dinheiro e não lhe valeu de nada.’ Riem ambos.

A frase é despropositada e, além disso, reveladora da nossa relação com os ricos (os que sobram). Em países menos pelintras, alguém que fez fortuna, criou riqueza e gerou empregos seria admirado e emulado.

Em Portugal, o maltrapilho chafurda no ressentimento – e até se consola com o infortúnio dos abonados.

A coisa não teria grandes consequências: ficaria limitada às conversas de café. Fatalmente, tem consequências: só uma cultura de desprezo pelo mercado aberto e pela iniciativa privada levaria um primeiro-ministro a usar o Parlamento para enxovalhar uma empresa (a PT/Altice) e a aconselhar o país a boicotá-la.

Sim, Sócrates fazia negócios com a Venezuela. Costa, pelos vistos, prefere imitá-la. 

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