Cursos de engenhoca

João Vaz

Cursos de engenhoca

De todos os motivos de protesto na Educação – milhares de professores remetidos ao desemprego, pais aflitos com a demora da abertura das creches e alunos obrigados a ir à escola mais longe de casa –, nenhum alerta é tão importante como o feito pelo bastonário da Ordem dos Engenheiros sobre a degradação do Ensino.
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Por João Vaz|04.09.07
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Cursos de engenhoca
O Ensino Superior universitário e politécnico deixou de ser um assunto de Educação para se tornar, em muitos casos, num negócio pouco digno. Gerou-se um sistema que necessita de estudantes como clientes e não quer nem saber se o diploma que fornece serve para alguma coisa. O bastonário da Ordem dos Engenheiros que se tornou na instância de acreditação dos diplomados, não tem dúvidas que das centenas de cursos de Engenharia não faz sentido existirem mais de 60/70 e que muitos são “marketing puro”.
A situação é intolerável. Não era necessário haver provas de Inglês Técnico feitas por fax para se perceber como o sistema está podre. Basta observar o Ensino Superior público, onde o prioritário é ter alunos para receber financiamento e só depois avaliar o que se ensina e se aprende. Tem de se modificar este sistema viciado. O País precisa de muitos jovens engenheiros e outros licenciados para se desenvolver. E para que os sonhos não se desfaçam por causa do desemprego é decisivo que os conhecimentos e competências abram as maiores perspectivas no mundo do trabalho. Sem escola não se vai longe.
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