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Decência ou falta dela

Paulo Fonte

Decência ou falta dela

A ministra da Administração Interna persiste em afirmar "não ser a altura" para discutir a sua demissão.
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Por Paulo Fonte|paulofonte@cmjornal.pt|13.08.17
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A ministra da Administração Interna persiste em afirmar "não ser a altura" para discutir a sua demissão. Quase dois meses após a mortandade de Pedrógão Grande, Constança Urbano de Sousa dispara em todas as direções e esquece o essencial.

Autoridade Nacional de Proteção Civil, GNR, PSP, Bombeiros, Secretaria-geral do MAI, comunicações do SIRESP, ninguém escapa à atribuição de falhas da fatídica noite que causou pelo menos a morte a 64 pessoas e feriu mais de 200.

Chegados a este ponto cumpre informar a governante que quem se encontra no topo da hierarquia é a própria ministra. E, já agora, note-se que o responsável pela hierarquia governamental é o primeiro-ministro.

A ministra pode ter as mais razoáveis razões para não apresentar a sua demissão (embora, assim de repente, não se encontre nenhuma), António Costa lá terá os seus motivos para não a demitir. Como ambos parecem viver numa realidade alternativa, acreditem que o sentimento generalizado é o de uma total e inqualificável tentativa de desresponsabilização.

No meio do turbilhão, as famílias não têm respostas, o sofrimento não tem fim. Nesta maratona, resta esperar até onde aguenta a falta de decência.

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