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Por Magalhães e Silva|18.06.17
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Há missões de Estado que são, pela natureza do assunto, incompatíveis com nomeação formal. Não era o caso da designação de Diogo Lacerda Machado para negociar a reprivatização de parte da TAP. Isto quando a nomeação podia ter sido feita e publicada em DR, com menção de que, a pedido do comissionado, não haveria remuneração. É que ainda há quem esteja disposto a cumprir missões de interesse público sem paga!

Tendo desempenhado bem a missão, é agora designado para administrador da TAP por parte do Estado.
Nem vale a pena argumentar com a óbvia compatibilidade entre a missão desempenhada e o cargo que vai assumir, nem com o facto de a amizade com Costa não constituir qualquer óbice. Pasme-se é que, reconhecendo-se que é profundo conhecedor da aviação, verbera-se-lhe que, em representação dos interesses de Stanley Ho, tenha curado deles e não dos da TAP! Corria o ano de 2007.

Nada, salvo tartufice, permite que, à boleia de uma nomeação indevidamente informal, se continue a censurar a designação de Lacerda Machado para a TAP.

DLM foi meu assessor durante 2 anos, com inteligência, saber e dedicação. Depois, ficamos amigos, coisa que nunca serei dos tartufos que o censuram.

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