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Por António Jaime Martins|13.09.17
Ao médico, ao padre e ao advogado diz a verdade. O ensinamento é antigo e é para respeitar. Ao médico diz a verdade para que este te cuide do corpo, ao padre para que te cuide da alma e ao advogado para que preserves o património e a liberdade.

A lei do combate ao branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo naquilo que pretende ser um instrumento de combate à criminalidade organizada e ao terrorismo é fundamental à preservação da forma de viver das sociedades ocidentais, assoladas por fenómenos de criminalidade altamente organizada, quantas vezes com recurso a meios cibernéticos muito sofisticados e recorrendo ao disfarce financeiro de operações muitas das vezes para financiar atividades ilícitas.

O problema é quando os exageros legislativos colocam em causa o direito à privacidade e a liberdade de quem não comete ilícitos, mas que tem de passar a viver para todo o sempre debaixo de suspeição como se fosse um perigoso cadastrado. O Estado tem procuradores e polícias a quem compete investigar.

Aos advogados compete defender os cidadãos das imputações injustas e desproporcionais. Aos advogados não compete delatar cidadãos. Os advogados recusam-se a encarnar o papel do bufo.
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