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Discutir o essencial

Carlos Anjos

Discutir o essencial

Mais do que falar de crime, devíamos discutir a sociedade em que vivemos.
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Por Carlos Anjos|19.05.17
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O vídeo divulgado nas redes sociais em que se observam contactos sexuais entre um rapaz e uma rapariga incendiou o debate.

Em tese, os factos que vimos podem enquadrar violação, abuso de pessoa incapaz, gravação/divulgação ilícita de imagens, entre outros crimes. Mas, sendo os intervenientes maiores de idade, para existir um crime desta natureza é obrigatório que a vítima se queixe. Sem queixa, não faz sentido falar em crime.

O que devíamos discutir é a sociedade em que vivemos e esta obsessão por praticar determinados atos em locais públicos, na presença de terceiros. E, pior, gravar tudo, desde o que comemos, ao que fazemos, e plantar essas imagens nas redes sociais.

Esta sociedade de coscuvilhice, de intromissão na vida privada de terceiros, violadora dos mais elementares direitos sobre a reserva de intimidade de cada um de nós, é que nos devia preocupar e ser discutida.

Assim, o verdadeiro problema, a falta de formação cívica de todos nós, vai-se adensar cada vez mais.

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