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Do tributo dos árbitros à Liga Salazar

Octávio Lopes

Do tributo dos árbitros à Liga Salazar

O vídeo-árbitro deve acabar com os artistas do embuste.
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Por Octávio Lopes|20.05.17
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O vídeo-árbitro está a chegar. Vai ser uma espécie de ‘este é o primeiro dia do resto da tua vida’. Traduzindo para futebolês: ‘vai ser a primeira época de um novo futebol’.

Não vai resolver todos os problemas. É evidente. Mas se quem estiver a emitir o jogo o fizer com competência, a possibilidade de haver marosca é praticamente impossível, o que tornará o desporto rei mais limpo, mais higiénico, mais tudo e mais alguma coisa, na vertente da verdade desportiva.

Se tudo correr bem, nunca mais alguém poderá vir a falar em Liga Salazar (como fez este ano o FC Porto em relação ao Benfica) ou que a conquista do título foi o tributo dos árbitros ao clube vencedor (como fez o Benfica em relação ao FC Porto, no final da época 2011/12).

O vídeo-árbitro, espera-se, vai acabar com os penáltis mais clarinhos do que a água que ficaram por marcar e cujas repetições não deixam dúvidas a ninguém. Vai acabar com os golos em fora de jogo de quilómetros que não deixam dúvidas a ninguém.

Vai acabar com os cartões vermelhos mostrados a inocentes. Vai permitir castigar os artistas do embuste; os maus profissionais; os que são apanhados pelas câmaras de televisão a fugir do local do crime depois de terem cometido o crime; os que se têm sentido intocáveis, por jogarem neste ou naquele clube; os que mandam nisto tudo.
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