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Por F. Falcão-Machado |21.04.17
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Dublin, capital da Irlanda, recorda-nos as consequências negativas do Brexit. A posição irlandesa face a tal questão é complexa. Simplificando, há que recordar que em 1973 tanto a Irlanda como o Reino Unido entraram juntos na então Comunidade Económica Europeia atraídos pelas vantagens do mercado único.

E, no entanto, com esse mercado vieram inegáveis benefícios políticos que se revelaram sobretudo na superação dos atritos históricos entre os dois países. A expressão mais visível dessa evolução foram os acordos de 1988 de pacificação da Irlanda do Norte, zona onde não interessa nem a Dublin nem a Londres que a violência volte.

Com um PIB per capita de cerca de USD 65 mil, a Irlanda é hoje tida como um caso de sucesso. E isso até poderá explicar as reservas de alguns parceiros europeus que não admitem que tal êxito resulte de um regime fiscal moderado e de uma ampla abertura ao investimento estrangeiro, bem como de uma consabida qualificação de recursos humanos.

Acresce que o Reino Unido continua a ser o destino de boa parte da produção agropecuária da Ilha Verde. Percebe-se, assim, a frustração com que Dublin encara o divórcio de um país que se tornou seu aliado natural graças à União Europeia.
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