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Por João Pereira Coutinho|16.06.17
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Foi em Maio passado: o Parlamento, por unanimidade, aprovou a candidatura de Lisboa à Agência Europeia do Medicamento. Um mês depois, os mesmos deputados têm dúvidas sobre Lisboa e já falam de outros poisos. Como explicar a mudança?

Duas hipóteses: a) demência fulminante ou b) oportunismo político. Nenhuma delas me tranquiliza e é por isso que sou contra a descentralização. Em teoria, é importante impedir que o país se esvazie e que Lisboa se encha.

Mas, aqui entre nós, existem vantagens: a maior delas é saber que existe um recanto onde podemos concentrar várias espécies de políticos e burocratas no seu habitat natural. Desde que alimentados a horas regulares, eles não fogem nem andam pelo país a espalhar doenças.

Claro que, no meio deste arranjo, os lisboetas estão condenados a uma cidade cara, atafulhada, intransitável e, no limite, inabitável. Felizmente há os turistas para dar algum sossego à paisagem. 
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