Educação, instrução, confusão?

João Aranha

Educação, instrução, confusão?

A propósito de uma manifestação à porta da RTP.
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Por João Aranha|13.09.16
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Quando andava na instrução primária, aí pelos anos 30 do século passado, isso constituía o início do que então se tinha por formação escolar. A educação recebia-se em casa, complementada por formação religiosa (quando a família seguia algum credo), e assistida pela leitura, que era então o único veículo de comunicação, além do gramofone.

O resto aprendia-se na rua, no meio onde vivíamos e onde convivíamos com amigos e colegas, sem esquecer a cultura do local e os outros seres vivos que connosco coabitavam.

Depois chegou a confusão. O próprio ministério que regia o ensino passou a titular-se ‘da educação’, enquanto as famílias foram perdendo identidade e a inevitável entrada das mães no mercado de trabalho ajudou à transferência da função educadora para a escola, até porque o dia só tem vinte e quatro horas e o trabalho doméstico não se viu aliviado. Foi assim e ponto final!

Vem tudo isto a propósito daquela manifestação que os anti-taurinos (os do PAN e os urbano-depressivos) fizeram frente à RTP a propósito das transmissões televisivas das touradas. E aí o que mais me impressionou foi um cartaz empunhado por uma criança onde se lia: "Gente educada não vai à Tourada". Primeiro porque fiquei sem poder classificar o que, para o autor do cartaz, seria educação, uma vez que a tourada em si mesma não colide com os preceitos que a vida em sociedade impõe nessa matéria e o espetáculo taurino não pressupõe falta de civismo, ao contrário do que acontece com muitos outros.

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