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Acácio Pereira

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É imperioso aumentar o número de inspetores do SEF - e formá-los.
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Por Acácio Pereira|04.12.17
Os inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras - SEF sabem que o combate ao tráfico de seres humanos é um trabalho contínuo e muito exigente: o destino das vítimas vai desde a exploração para fins sexuais e laborais, até à mendicidade e à prática de outros crimes. Em geral, esta criminalidade organizada é transnacional, o que torna a sua investigação muito complexa.

Em Portugal, o número de inquéritos crime registados e o número de vítimas sinalizadas não tem parado de aumentar. Não é uma situação alarmante - em boa parte devido à ação proativa que o SEF tem movido aos grupos criminosos - mas já adquiriu um nível de gravidade que exige a intervenção do Governo.

Este crime, o da escravidão contemporânea, é hediondo. O seu combate tem de ser uma prioridade da sociedade portuguesa. Os poucos inspetores de que o SEF dispõe para investigar, fiscalizar, prevenir e reprimir este tráfico não podem continuar a ser desviados para tapar buracos aqui e ali e, sobretudo, para acudir ao estrangulamento dos aeroportos e recuperação de pendências.

É imperioso aumentar o número de inspetores do SEF - e formá-los. Nem os aeroportos podem continuar bloqueados, nem as vítimas de tráfico podem ser abandonadas à sua sorte.
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