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Eternos insatisfeitos

Paulo João Santos

Eternos insatisfeitos

O Ministério da Educação decretou – e muito bem – a fixação de serviços mínimos para a greve dos professores.
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Por Paulo João Santos|17.06.17
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O Ministério da Educação decretou – e muito bem – a fixação de serviços mínimos para a greve dos professores. Quer isto dizer, que os exames nacionais e as provas de aferição vão decorrer dentro da normalidade - e muito bem. A Fenprof, que convocou a paralisação - tão insensata quanto incompreensível - discorda, como é óbvio, da decisão, mas garante que será respeitada. Mal seria que assim não fosse...

Em perto de quatro décadas de democracia não recordo um ano letivo em que não tivesse havido protestos da classe docente. Sempre reivindicativa, sempre em luta por qualquer coisa, permanentemente insatisfeita. É um facto que os professores têm, hoje, uma tarefa complicada. Sinais dos tempos.

Além do dever de bem ensinar e preparar as gerações futuras, são, em larga medida, substitutos dos pais e encarregados de educação na transmissão dos valores e comportamentos por que deve reger-se a sociedade.

Merecem, por isso, ser tratados com todo o respeito. Exatamente o mesmo respeito que merecem os alunos. Valor que os professores exigem e ensinam e que não encaixa minimamente na marcação de uma greve em tempo de exames.

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