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Por F. Falcão-Machado |08.12.17
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Os portugueses devem sentir orgulho pela eleição do ministro Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo (EG). Trata-se de um reconhecimento da competência daquele governante e de uma honra para Portugal, que assim reforça a sua visibilidade internacional.

Recorde-se, todavia, que este sucesso da diplomacia portuguesa não implicará qualquer proveito direto para o nosso País, pois o exercício de funções nos órgãos comunitários exige isenção face aos interesses do país de origem do seu titular. O presidente do EG não tem poderes para impor aos seus pares orientações político-económicas.

Em regra, os ministros das Finanças com assento nesse órgão defendem as instruções que recebem dos seus governos, embora com margens de negociação variáveis. E é aqui que o presidente do EG pode exercer um papel decisivo como coordenador e criador de consensos. Por isso, numa perspetiva mais global, é natural que continuem a prevalecer as diretivas dos mais importantes centros de poder da União Europeia.

Segundo alguns setores, terá havido, porém, uma valência política na escolha de Centeno: os seus conhecimentos daquilo que os economistas designam por "anestesia fiscal do contribuinte".
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