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Fechar os portos

Rui Pereira

Fechar os portos

Não podemos confundir tradição humanista com laxismo irresponsável.
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Por Rui Pereira|12.08.17
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Concluo hoje uma trilogia que serviu de glosa à inspirada resposta do Marquês de Alorna ao Rei D. José, na sequência do terramoto de 1755: "sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos".

O Marquês de Alorna estimava que os portos abertos permitiriam a entrada de delinquentes, que, aproveitando-se da confusão, poderiam dedicar-se ao roubo e à pilhagem.

Poderemos nós transpor este avisado conselho para os dias de hoje? O terrorismo e a criminalidade transnacional não são um bom argumento para reerguermos as fronteiras estatais e esquecermos o lindo sonho de Schengen?

A suspensão do Tratado em ocasiões mais sensíveis (Cimeira da OTAN, visita do Papa) não prova que o controlo de fronteiras é, afinal, indispensável?

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