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Para quando um mundo em que a libertação não signifique novo jugo?
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Por Magalhães e Silva|27.11.16
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Cuba foi, décadas a fio, prostíbulo e motel dos americanos. Até que Fidel e os seus companheiros libertaram a ilha e o seu Povo do jugo imperialista, com os Estados Unidos a declararem "el bloqueo", na sequência da nacionalização de bens dos cidadãos americanos; o que catapultou Cuba para o alinhamento com a União Soviética e a transformou numa peça importante da confrontação de potências e da coexistência pacífica que lhe sucederia.

Castro deixa-nos o impulso e a determinação do espírito libertador e a amargura de não ter sabido, ou não ter querido, fazer conviver liberdade com respeito pelos direitos humanos.
Mas a morte do Comandante, começa a perceber- -se, prenuncia, mais ano, menos ano, a morte do bloqueio.

A fazer fé no que vai chegando da ilha – não vou lá desde 93 –, o estilo de vida, no figurino de abertura promovido por Obama, começa a aproximar-se, a passos largos, da Cuba prostíbulo/motel, com a vida local a cirandar entre o Malecón e o Tropicana. Como se o bloqueio, paradoxo da História, fosse, afinal, a salvaguarda cubana contra as perversões do capitalismo.

Não tenho por certo que, daqui a dez anos, ainda se embargue a voz com o "Hasta siempre comandante".
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