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Filosofia dos vídeos com animais

Eduardo Cintra Torres

Filosofia dos vídeos com animais

Que Deus os proteja, porque é dinheiro bem ganho, se os vídeos forem tão genuínos como os animais.
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Por Eduardo Cintra Torres|27.11.16
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Alguns dos segmentos audiovisuais mais vistos no mundo são vídeos com animais. Enchem as redes sociais. Chegam a ter dez milhões de visionamentos, um ou outro centenas de milhões. Não morrem: têm vida longa na Internet.

Alguns são extraordinários, outros apenas momentos fofinhos com animais caseiros. Têm a vantagem de não ser necessário som. Os animais, Deus os proteja, não falam, falam, falam, como nós, os tagarelas, que fomos ao mesmo tempo amaldiçoados e abençoados com a exponenciação da palraria nas redes digitais sociais, nas ted talks e afins.

Os animais, Deus os proteja, não sabem que se estão a exibir para terceiros. A sua inteligência será inferior à dos humanos, mas dá-lhes ingenuidade, mesmo na marotice de muitos destes vídeos.

Além de não falarem, os animais fazem a sua performance em poucos segundos. Raros são os vídeos com mais de um minuto. É outra bênção. Peçamos a alguém que diga alguma coisa em menos de um minuto e veremos o resultado. Os animais ganham em concisão: fazem a sua proeza e já está, acabou o vídeo. Já haverá especialistas em fazer vídeos destes, pois podem ganhar dinheiro com eles se estiverem devidamente inscritos para tal no YouTube, por exemplo. E não será pouco, com dez milhões de visualizações. Que Deus os proteja, porque é dinheiro bem ganho, se os vídeos forem tão genuínos como os animais.

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