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Furacão ladra, a caravana passa

José Diogo Quintela

Furacão ladra, a caravana passa

"Eh, pá, Senhor, construir uma arca? E a desflorestação? Prefiro apanhar a chuvinha".
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Por José Diogo Quintela|16.09.17
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De todas as imagens impressionantes da passagem do furacão Irma pela Florida, a que mais me emociona é a da auto-estrada cheia de carros a fugirem. É comovente, ver tantos milhões a escaparem à devastação graças a gasolina abundante e barata.

No entanto, há quem insista que, para proteger a humanidade de furacões como aquele, é preciso livrarmo-nos, justamente, da gasolina. É como se Noé dissesse a Deus: "Eh, pá, Senhor, construir uma arca? E a desflorestação? Prefiro apanhar a chuvinha".

Até se percebia, se houvesse uma relação inequívoca entre emissões de CO2 e furacões. Só que não há. Independentemente de o homem ser ou não responsável pelo aquecimento global, sabe-se que o AG não tem impacto na ocorrência ou intensidade de furacões.

Quem o diz é o IPCC (Painel Internacional para as Alterações Climáticas, da ONU), no seu relatório especial sobre eventos climáticos extremos, publicado em 2012: 'There is low confidence in any observed long-term (i.e., 40 years or more) increases in tropical cyclone activity (i.e. intensity, frequency, duration) after accounting for past changes in observing capabilities'.

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