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Por Armando Esteves Pereira|26.11.16
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Entre a montanha de imparidades (essa estranha palavra que entrou na moda quando se fala dos buracos bancários) da Caixa Geral de Depósitos está o crédito ao Vale do Lobo.

E da investigação jornalística do CM chega-se à conclusão que este crédito tem um responsável direto: Armando Vara, um político que começou como bancário em Trás-os-Montes e que o amigo José Sócrates levou para a administração da Caixa. Vara foi um ponta de lança de Sócrates para o domínio da Banca.

Mais tarde, com o presidente Santos Ferreira, num processo de concentração de poder político na Banca, transita para o BCP, o banco que fechou o triângulo dourado do poder socrático, que juntou à influência do seu aliado Ricardo Espírito Santo Salgado, a Caixa e o banco fundado por Jardim Gonçalves.

Como já sabemos, quem paga os buracos da Banca são os contribuintes. E, na Caixa, a injeção de dinheiro dos nossos impostos começará brevemente, num plano de recapitalização que também levará à dispensa de mais de duas mil pessoas. O empréstimo ao Vale do Lobo seguirá o seu caminho na Justiça. Cabe aos tribunais apurar a ligação entre Sócrates, Vara e as comissões recebidas, mas os dados apurados já permitem concluir que o dinheiro do banco público foi usado em créditos ruinosos, com práticas condenáveis, lesando a Caixa e o País.
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