Sub-categorias

Notícia

Gosto e desgosto

Padre António Rego

Gosto e desgosto

A instituição das férias ensinou outras formas de aproximação aos outros.
  • 0
  • 3
Por Padre António Rego|15.09.17
  • partilhe
  • 3
  • 0
Voltou a realidade. As horas rodaram noutra direção. Ficou longe a montanha e o mar, o aconchego da casa, as conversas a desoras, as paisagens quentes, os horizontes livres, em vez da pressa, da urgência, da mente cansada de não cumprir os seus ritmos.

Esta invenção de férias mais não fez do que propor-nos uma quietude e um ritmo que dá tempo ao tempo, deixa os olhos pousar tranquilamente nos olhos daqueles que nos olham e contam histórias ainda que insignificantes. Tornaram-se vivos os tempos que pareciam mortos.

Ganharam significado gestos e palavras que não têm estatuto de agenda. Reconhece-se que a desordem tem o seu lugar e permite que a festa ocupe espaços abertos. Mas sobretudo a comunicação mais íntima entre parentes e amigos entrelaçou palavras de infância que estavam esquecidas e que não tiveram, nas tarefas invernias, espaço para se exprimir e converter naquilo que sempre deveriam ter sido: proximidade, comunicação.

Para além de celebrações festivas de muitos cristãos, houve tempo de caminhar pausadamente por entre monumentos milenares da natureza, com rochas sulcadas de arte, árvores frondosas que a ninguém revelam a data do seu nascimento.

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!

Subscrever newsletter

newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)