Sub-categorias

Notícia

Guerra aos ajustes

Eduardo Dâmaso

Guerra aos ajustes

Se querem combater os ajustes diretos, que o façam a sério.
  • 1
  • 5
O Conselho de Prevenção da Corrupção vai eleger os ajustes diretos, a contratação pública e os conflitos de interesses em geral como as prioridades a atacar em 2018. Neste terreno, não há dúvida que a prevenção é essencial mas convém não esquecer a repressão deste tipo de práticas.

A forma como a diretiva comunitária da contratação pública foi transposta para um código, em 2008, veio, na prática, legalizar a corrupção. Até 2012, sob a capa de um alegado movimento de transparência, o código aumentou brutalmente a responsabilidade do Estado. Como ninguém sabia definir o que era um erro ou uma omissão num contrato de empreitada, o Estado estava sempre a pagar. Foi assim no TGV, como mostra a Operação Marquês, e na Parque Escolar. Basta um decisor (ministro ou secretário de Estado) corrupto vincular o Estado em contratos que se sabe à partida serem para não cumprir para que o erário público seja chamado a pagar muitos milhões.

Contratos muitas vezes celebrados sob o foco das luzes da ribalta, em conferência de imprensa. Agora, se querem combater os ajustes diretos, que o façam a sério, relacionando-os com os conflitos de interesses, coisa que só terá eficácia pelo lado da repressão penal.

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!
Comentário mais votadoEscreva o seu comentário
  • De tojornais08.12.17
    Esses contratos só são aceites mesmo em Portugal pois se houver provas que são forjados todos comem. Cá no burgo está mais do que provado que certos contratos são autênticos roubos logo tudo engavetado. No dia em que esses ladrões forem presos durante anos e bens penhorados isso acaba.
1 Comentário
  • De tojornais08.12.17
    Esses contratos só são aceites mesmo em Portugal pois se houver provas que são forjados todos comem. Cá no burgo está mais do que provado que certos contratos são autênticos roubos logo tudo engavetado. No dia em que esses ladrões forem presos durante anos e bens penhorados isso acaba.
    Responder
     
     0
    !

Subscrever newsletter

newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)