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Por João Pereira Coutinho|19.03.17
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Em 2004, Sampaio acabou com o governo de Santana. Porquê? Mistério. No discurso ao país, o Presidente falou em ‘episódios’ mas, para não horrorizar as crianças, ‘dispensou-se’ de os mencionar. As crianças ficaram na mesma: ‘episódios’? Quais? Um discurso de posse confuso? As críticas ao comentador Marcelo? A demissão de um ministro? Desde quando ‘episódios’ destes, que à luz do circo actual só pecam pela inocência, põem em causa o regular funcionamento das instituições?

Treze anos depois, Sampaio explicou melhor: ‘fartei-me do Santana’, disse ele, com aquela elegância de tratamento (‘o’ Santana) que é o melhor auto-retrato de Sampaio. Por outras palavras: em 2004, por birra ou capricho, o Presidente destruiu um governo legítimo e abriu a porta a Sócrates.

O resto, como se costuma dizer, é história. Uma história negra que os portugueses pagaram caro e que hoje agradecem ‘ao’ Sampaio.
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