Jantar à luz dos mortos

Leonardo Ralha

Jantar à luz dos mortos

O bom senso e o bom-gosto podem ser ultrapassados pela legislação.
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Por Leonardo Ralha|11.11.17
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A jantarada do Web Summit no Panteão Nacional provou que o bom senso e o bom-gosto podem ser ultrapassados pelo que a legislação permite.

E a verdade é que, por despacho de 2014, assinado pelo ex-secretário de Estado Barreto Xavier, vigora um regulamento da utilização de espaços afetos à Direção-Geral de Património Cultural que permite fazer refeições no local do repouso eterno dos memoráveis de Portugal.

Consultando o site do Panteão Nacional apura-se mesmo que o monumento não dispõe de cozinha, pelo que qualquer estrutura de catering deve ser instalada no exterior, junto à entrada lateral.

Basta pedir a reserva, obter autorização, e pagar entre 2500 e 4000 euros pelo espaço em que se irá sentar os convidados.

Sendo certo que os monumentos podem e devem contribuir para a sua onerosa manutenção, lamenta-se que ninguém tenha pensado que um edifício dedicado a alojar mortos só deveria receber eventos em honra daqueles que, mal ou bem, para ali foram trasladados.
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