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Jogos perigosos

Alfredo Leite

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Europa não pode ceder ao desvario turco nem chegar à rutura negocial.
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Por Alfredo Leite|26.11.16
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O presidente turco voltou a ameaçar a Europa e, desta vez, promete abrir as suas fronteiras aos refugiados.

A intimidação continuada de Recep Erdogan tem-se intensificado desde o fracassado golpe de Estado de junho e é a resposta de Ancara às críticas de retrocesso democrático na Turquia feitas pelo Parlamento Europeu. É um braço de ferro perigoso. Mas a Europa não pode pactuar com um poder que prendeu 40 mil pessoas e suspendeu 130 mil funcionários públicos, incluindo juízes, nos últimos meses.

Com o argumento de punir a rebelião, Erdogan aproveitou também para calar jornalistas incómodos e aniquilar a oposição, colocando na gaveta as exigências em matéria de práticas repressivas. Perante isto Bruxelas só tinha um caminho e colocou em modo de espera as negociações com vista à integração europeia.

Face à notória crescente irritação de Erdogan - apostado em esticar ainda mais um fio prestes a quebrar -, a Europa tem uma tarefa complexa. Não pode ceder ao desvario turco, mas também tem de evitar a todo o custo a rutura irreversível nas relações com um país fundamental no controlo dos fluxos migratórios e no combate às ameaças terroristas no nosso espaço comum.
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