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Justiça e confiança

Luís Campos Ferreira

Justiça e confiança

Fica provado que os muito ricos e os muito poderosos não estão acima da lei.
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Por Luís Campos Ferreira|12.10.17
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Os números que envolvem as acusações no âmbito da Operação Marquês, divulgadas ontem pelo Ministério Público ao fim de mais de quatro anos de investigações, são esmagadores: 28 acusados de um total de 164 crimes, despacho de acusação com cerca de 4 mil páginas, mais de 200 testemunhas ouvidas, mais de 200 buscas, transcrição de mais de 2600 escutas, análise de dados bancários de cerca de 500 contas, mais de 3 mil documentos em papel e 13 500 milhões de ficheiros informáticos de prova.

Acrescem o ‘peso’ dos principais arguidos, onde pontuam um ex-primeiro-ministro e o banqueiro mais poderoso do país da última década, e a natureza dos crimes de que são acusados.

A complexidade do caso está por demais patente no tempo que a investigação demorou e nos constantes adiamentos até chegar a esta fase. Devia e podia ter sido mais rápido? É difícil dizer, mas neste momento o mais importante, para todos os intervenientes, é que há acusações em cima da mesa.

Os arguidos, agora formalmente acusados, vão ter oportunidade de se defenderem, como é próprio de um Estado de direito.

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