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Por João Pereira Coutinho|16.09.17
O presidente da Comissão Europeia fez o discurso anual. Os patriotas não gostaram. Aplaudi os patriotas.

Finalmente, alguém reagia contra as tentações centralistas de Juncker, que quer todos os estados no euro e uma política fiscal e diplomática comum.

Erro meu. Afinal, o crime de Juncker foi afirmar que a Europa se estendia de Espanha à Bulgária. O lapso, por incrível que pareça, foi a melhor coisa do discurso. Os portugueses têm complexos de inferioridade e mendigam constantemente a atenção dos estrangeiros? Percebo essa herança perversa da ditadura.

Não contem comigo: se Portugal tem sido poupado à demência terrorista, isso explica-se pela nossa salvífica periferia. Esta semana, qualquer jiadista que tenha escutado Juncker só reforçou o seu mapa mental.

Abençoado Juncker. Quanto não pagariam os ingleses, e em especial os londrinos, para que a maldade se esquecesse deles?
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