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Loucura

Carlos Anjos

Loucura

Mãe teve mais certezas quanto à morte do filho do que para se matar.
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Por Carlos Anjos|15.09.17
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Mais um caso em que uma mãe mata o filho, asfixiando-o até à morte. Os motivos, se podem existir motivos para um ato tão bárbaro e tresloucado, seriam o facto de querer protegê-lo de uma situação de bullying, que todas as pessoas, incluindo a escola e os colegas, desconhecem. E como é que o protegia? Matando-o. Alguém entende? Só uma mente muito doente pode pensar e agir desta forma. Mas essa mesma mente, rápida e decidida a asfixiar o pequeno Rafael, esteve cerca de duas horas a ganhar coragem para se suicidar. As certezas quanto à sua morte, e à resolução de todos os seus problemas, não eram tão fortes quanto a vontade de matar o filho. Duas horas depois, lá decidiu suicidar-se, ingerindo alguns medicamentos. Mas a certeza ou a vontade não eram muito fortes, pois a quantidade que tomou não era de todo suficiente para se matar. Está atualmente internada no hospital, a receber tratamento. A homicida andava deprimida, tinha perdido o emprego e aparentemente parou a medicação, pelo que estava desorientada. E ninguém se apercebeu dessa desorientação? Para o pequeno Rafael é que não há nada a fazer. Morreu aos 11 anos, às mãos daquela que lhe deu vida e que o deveria proteger. Era o menos culpado nesta situação e o que pagou, com a vida, as loucuras dos adultos.

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